Testemunhos de doadores
Uma descoberta científica liderada por israelitas pode melhorar as taxas de sucesso dos transplantes de medula óssea
Uma equipa internacional composta por pesquisadores de Israel, Estados Unidos e Canadá conseguiu reativar células-tronco adultas dormentes da medula óssea em camundongos, utilizando uma tecnologia baseada em mRNA — a mesma utilizada em vacinas contra a COVID-19.
O estudo, liderado pelo Dr. Tomer Itkin da Universidade de Tel Aviv e do Centro Médico Sheba, pode revolucionar os transplantes de medula óssea, especialmente para pacientes que passaram por quimioterapia intensa ou radioterapia.
Muitas vezes, mesmo com um doador compatível, a quantidade de células-tronco disponíveis é insuficiente para o transplante. A nova técnica resolve esse problema ao ativar um gene chamado Fli-1 (Friend of Leukemia, Initiating Factor One), essencial para "acordar" as células-tronco dormentes e incentivar-as a se multiplicarem.
O método proporciona um aumento significativo na quantidade de células saudáveis disponíveis para transplantes, o que pode beneficiar pacientes com poucas células saudáveis após tratamentos agressivos.
Itkin espera que a técnica receba aprovação do FDA em até cinco anos e acredita que ela poderá ser aplicada futuramente em outros órgãos, como pulmões, coração e cérebro.


